terça-feira, 25 de junho de 2013

Amor perdido ou jogado fora?

Avaliar se alguém saiu de nossa vida contra a nossa vontade na condição perda ou por próprio desleixo talvez devesse ser a primeira reflexão a ser feita por quem inicia a jornada de reaprender a encarar o mundo sozinho, após um relacionamento. São sensações tão semelhantes quanto dissonantes. E por isto, muitas vezes confundem-se, conforme a maré da autoestima. E quem tem este discernimento mais nítido a respeito da própria realidade tem um ponto de partida para um novo rumo de vida.

Sem consultar qualquer livro de psicologia ou psiquiatria, valendo-me apenas do que a vida me permitiu viver e observar, acredito que os comportamentos de quem perde e de quem joga fora um amor são antagônicos.

Quem perde, lamenta, se resigna. E segue adiante.

Quem joga fora, se arrepende, se culpa. E anda em círculos.  

Quem perde um amor, reconhece suas falhas, sabe de seus erros, reconhece seus tropeços. Perde um amor quem ouve que a pessoa está indo embora porque não está feliz. Perde um amor quem ouve que a pessoa está indo embora porque precisa de vida própria. Perde um amor quem lê a realidade, mas não interpreta a pessoa com quem convive.   

Quem joga fora um amor, reconhece suas falhas, sabe de seus erros, reconhece seus tropeços. Joga fora um amor quem escuta que a pessoa está indo embora porque não é valorizada. Joga fora um amor quem ouve que a pessoa está indo embora porque cansou. Joga fora um amor quem lê a pessoa com quem convive, mas não interpreta a realidade.

Joga fora um amor, quem vê a relação terminar pelo contexto. Perde um amor, quem vê a relação terminar pela pessoa.

É por isto que o sofrimento é mais intenso a quem perde e mais duradouro a quem joga fora. As pessoas passam e a realidade permanece.

Pode parecer frio ou racional, mas no mundo atual, em que as relações são dinâmicas e uma porção maior de individualidade é necessidade e a comunicação acontece facilmente, se tornou muito menos complicado encontrar outro alguém que se encaixe à realidade do que transformar a realidade para encaixá-la a alguém.

Tudo bem que quando a dor aperta e o sentimento de solidão assola, tanto faz o motivo pelo qual a pessoa foi embora. O que importa é que não está mais ali. A perda ou o jogar fora não fazem a menor diferença. Só farão quando forem compreendidas e ajudarem o coração colocar roupa de festa para receber um novo amor.   

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