terça-feira, 9 de julho de 2013

Inesquecível

Sou destes fãs do Inesquecível. É o Inesquecível que dá sentido à vida. Todo dia, aguardamos ou buscamos pelo Inesquecível. Tudo que compõe o Inesquecível tem, pelo menos, a eternidade de nossa existência. E no máximo, a existência de quem soube de algo que nos foi Inesquecível.

É da natureza humana o desejo pela magnitude das emoções. E é da passionalidade que o Inesquecível se alimenta para se apresentar de forma com que cada pessoa o reconheça. O inesquecível também adora fazer surpresas. Inclusive se disfarça de inesperado e surpreendente quando faz testes.

Mas é claro que o Inesquecível também teria suas predileções. Não é de mostrar sua plenitude em qualquer lugar. Felicidade extrema, tristeza profunda, início ou fim de um ciclo normalmente são habitats onde o Inesquecível se sente mais à vontade para acontecer. Inclusive se sente até orgulhoso quando o apontam como responsável por algum destes contextos.

Exigências também fazem parte da personalidade do Inesquecível. Pode-se procurá-lo, caçá-lo ou simplesmente ser afrontado por ele. Independente da circunstância, quando se está diante dele, o Inesquecível não admite, em hipótese alguma, acontecer sozinho.

É que o Inesquecível sabe que sua existência só faz sentido se as pessoas o perceberem. Por isto, como se fosse uma ferramenta de humanização, tudo que é Inesquecível só existirá de fato se houver pessoas que, igualmente, se tornarão inesquecíveis a quem o Inesquecível acontecer. É uma espécie de prêmio a quem, conscientemente ou não, fez com que o Inesquecível fosse possível.

Seja alguém que vemos por alguns segundos e que passará a habitar um santuário em nossa lembrança ou alguém que passará, a partir do Inesquecível, a fazer parte de nossas vidas, quem nos acompanha diante de algo inesquecível merece e tem o direito de sentir-se inesquecível.

Caso isto não aconteça, o Inesquecível normalmente é implacável. Não perdoa. Dissolve o acontecido.

E como castigo, estas pessoa estarão fadadas a não terem nada a lembrar com devoção quando o cérebro estiver em repouso,  enquanto os olhos miram uma linha de oceano, um céu salpicado de estrelas ou uma janela qualquer.

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